brasilbiomas


Mata Atlântica
junho 13, 2011, 11:45 pm
Filed under: Mata Atlântica | Tags:

A Mata Atlântica, com cerca de 1,5 milhão de km², estende-se praticamente por todo o litoral brasileiro, atingindo 13 estados. Corresponde a um dos ecossistemas mais ameaçados no mundo.

Ocorre nas encostas do Planalto Atlântico e nas baixadas litorâneas contíguas. Muito rica em espécies, abrigando uma fauna diversificada, recobria de modo quase contínuo uma faixa paralela ao litoral, desde Santa Catarina até o Rio Grande do Norte.

A Mata Atlântica desenvolve-se pelo litoral das regiões do Nordeste, Sudeste e Sul do País, avançando para o interior em extensões variadas. Sua diversidade resulta das condições climáticas, de altitude e de latitude, que se apresentam ao longo de uma faixa florestal originalmente contínua.

Flora:

Segundo os botânicos, a Floresta Atlântica é a mais diversificada do planeta, com mais de 25 mil espécies de plantas. O elevado índice de chuvas ao longo do ano permite a existência de uma vegetação rica, densa, com árvores que chegam a 30 metros de altura.

A floresta pode ser dividida em extratos. O extrato superior é chamado de dossel (20-30m), que é composto pelas árvores mais altas, adultas, que recebem toda a intensidade da luz solar que chega na superfície do planeta. As copas destas árvores formam uma espécie de mosaico, devido à diversidade de espécies. Aí estão as canelas, as leguminosas (anjicos e jacarandás), os ipês, o manacá-da-serra, o guapuruvú, entre muitas outras. As árvores do interior da mata fazem parte do extrato arbustivo, formado por espécies arbóreas que vivem toda a sua vida sombreadas pelas árvores do dossel. Entre elas estão as jabuticabeiras, o palmito Jussara e as begônias, por exemplo. O extrato herbáceo é formado por plantas de pequeno porte que vivem próximas ao solo, como é o caso de arbustos, ervas, gramíneas, musgos, selaginelas e plantas jovens que irão compor os outros extratos quando atingirem a fase adulta.

A luminosidade é pouca no interior da mata, por ser filtrada pelo dossel. As plantas dos extratos inferiores normalmente possuem folhas maiores, para aumentar a superfície de captação de luz. A perda de folhas, dirigindo um maior gasto de energia para o crescimento do caule e este, sendo fino e longo, também parece ser uma estratégia para a planta alcançar o dossel e conseqüentemente, mais luz.

Em regiões de floresta atlântica onde o índice pluviométrico é maior, tornando o ambiente muito úmido, é favorecida a existência de briófitas e pteridófitas.

Na Mata Atlântica destacam-se o pau-brasil, o jequitibá, as quaresmeiras, o jacarandá, o jambo e o jabolão, o xaxim, o palmito, a paineira, a figueira, a caviúna, o angico, a maçaranduba, o ipê-rosa, o jatobá, a imbaúba, o murici, a canela-amarela, o pinheiro-do-paraná, e outras. Em um curto espaço, pode-se encontrar mais de 50 espécies vegetais diferentes.

O sub-bosque, composto por árvores menores, abriga numerosas epífitas, gravatás, bromélias, orquídeas, musgos e líquens, samambaias, begônias e lírios de várias espécies. Na Floresta Atlântica, o índice de endemismo entre as palmeiras, bromélias e algumas epífitas chega a mais de 70%.

Fauna:

Rica em diversidade de espécies, a Mata Atlântica está entre as cinco regiões do mundo com maior número de espécies endêmicas, ou seja, somente encontrados nesse local. Este bioma abriga, aproximadamente, 7% de todas as espécies do planeta. Os animais podem ser classificados de acordo com o grau de exigência, podendo ser generalistas ou especialistas.

Generalistas: apresentam hábitos alimentares variados, alta taxa de crescimento e dispersão; vivem em áreas de vegetação aberta e secundária, tolerantes e capazes de aproveitar diferentes recursos oferecidos pelo meio ambiente. Exemplos: sabiá-laranjeira, sanhaço, pica-pau, gambá, morcegos, entre outros.

Especialistas: são mais exigentes em relação aos habitats nos quais vivem, com dieta específica, uma alteração no meio ambiente exige dos animais especialistas a procura de novos habitats. Exemplos: onça-pintada, mono-carvoeiro, jacutingas, gavião-pombo, entre outros.

Grupos da Mata Atlântica :

Mamíferos – A Mata Atlântica possui cerca de 250 espécies de mamíferos, das quais 55 são endêmicas. Os mamíferos são os que mais sofrem com o desmatamento.

Aves – Possui cerca de 1020 espécies de aves, sendo 188 espécies endêmicas e 104 ameaçadas de extinção em virtude da destruição dos habitats, da caça predatória e do comércio ilegal, entre as mais ameaçadas estão as aves de rapina.

Anfíbios – Apresentam formas de reprodução estrategicamente diversificada. Na Mata Atlântica há cerca de 370 espécies de anfíbios, sendo 90 endêmicas.

Répteis – O jacaré-do-papo-amarelo é uma das espécies endêmicas da Mata Atlântica, que possui 150 espécies de répteis, das quais 43 também são encontradas na Amazônia.

Peixes – A Mata Atlântica possui cerca de 350 espécies de peixes, sendo 113 endêmicas. O endemismo é justificado pelo isolamento da área em relação das demais bacias hidrográficas.

Clima:

O clima predominante nas regiões de mata Atlântica é o tropical úmido com temperaturas elevadas e chuvas abundantes sem apresentação de períodos de estiagem, além disso, possui aspectos particulares como vegetação típica de ambiente úmido, é constantemente verde, grande proximidade entre as árvores (densas).

A alta pluviosidade nessa região deve-se à barreira que a serra constitui para os ventos que sopram do mar.

Extinção:

A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.

São 276 seres de acordo com a Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, elaborada pela Fundação Biodiversitas para o Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Alguns dos seres vivos ameaçados de extinção:
– Mico-leão-dourado
– Bugio
– Tamanduá bandeira
– Tatu-canastra
– Arara-azul-pequena
– Onça Pintada

Principais problemas ambientais:

- Desmatamento causado pelo homem, a fim de:
Extração de madeira;
Moradia, construção de cidades;
Agricultura;
Industrialização, e conseqüentemente poluição;
Construção de rodovias.

- Pesca predatória em seus rios;

- Turismo desordenado;

- Comércio ilegal de plantas e animais nativos;

- Exportação ilegal de material genético;

- Fragmentação das áreas preservadas.

Curiosidades:

- A Mata Atlântica é a segunda maior floresta brasileira, em extensão.

- Alguns povos indígenas ainda habitam a região da Mata Atlântica. Entre eles, podemos destacar: Kaiagang, Terena, Potiguara, Kadiweu, Pataxó, Wassu, Krenak, Guarani, Kaiowa e Tupiniquim.

- A Mata Atlântica já cobriu cerca de 12% do território nacional. Hoje, restam apenas cerca de 7% da cobertura original da Mata.

- A exuberância, a imponência e a riqueza da Mata Atlântica marcaram profundamente a imaginação dos europeus e contribuíram para criar uma imagem de terra paradisíaca, onde os recursos naturais pareciam inesgotáveis.

- O primeiro parque nacional brasileiro foi criado em uma área de Mata Atlântica, em 14 de junho de 1937. O Parque Nacional de Itatiaia fica entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e abriga 360 espécies de aves (incluindo gaviões, codornas e tucanos) e 67 espécies de mamíferos (como a paca, macacos e preguiças).




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.